Você já pensou em colocar silicone? Se sim, provavelmente já pesquisou bastante sobre tipos de prótese, tamanhos, formatos… Mas será que você conhece as curiosidades mais surpreendentes sobre esse procedimento?

A verdade é que, por trás de uma das cirurgias plásticas mais realizadas no Brasil, existem detalhes que quase ninguém comenta — e que podem fazer toda a diferença na sua decisão.

Separamos neste post informações úteis, atualizadas e, acima de tudo, esclarecedoras para quem deseja colocar prótese de silicone com segurança e consciência. Confira:

  1. A prótese pode mudar de formato com o tempo

Sim, isso mesmo! Embora as próteses sejam feitas para manter sua estrutura por muitos anos, o seu corpo muda com o tempo — e isso influencia diretamente no resultado estético da cirurgia.

Com o passar dos anos, é comum que a pele sofra com a gravidade, alterações hormonais ou flutuações de peso, o que pode modificar a posição da prótese, dando a sensação de que o silicone “desceu” ou perdeu o formato original.

Isso não é um defeito da prótese, mas sim uma consequência natural do envelhecimento do corpo. Em alguns casos, pode ser indicada uma nova cirurgia para reposicionamento ou troca da prótese.

  1. Existem diferentes texturas de prótese — e elas influenciam no resultado

Você sabia que as próteses de silicone não são todas lisinhas?

Na verdade, existem diferentes texturas de superfície: lisas, texturizadas e até de poliuretano, e a escolha influencia diretamente na aderência da prótese ao tecido e no posicionamento ao longo do tempo.

Lisas: mais macias ao toque.

Texturizadas: têm uma superfície rugosa que “gruda” melhor no tecido, ajudando na fixação.

De poliuretano: oferecem uma aderência ainda maior e são muito indicadas em casos de maior risco de complicações.

A escolha da textura ideal é feita pelo cirurgião, levando em conta o biotipo da paciente e seus objetivos estéticos.

  1. Você pode não precisar trocar a prótese a cada 10 anos

Durante muito tempo, o senso comum dizia que o silicone precisava ser trocado a cada década. Mas a realidade mudou!

Hoje, com o avanço das tecnologias, as próteses de alta qualidade podem durar muito mais do que 10 anos.

Contudo, isso não significa que você nunca mais precisará trocá-las. É essencial fazer acompanhamento periódico com seu cirurgião plástico para monitorar possíveis alterações, como vazamentos, rupturas ou contratura capsular.

A troca é indicada quando há necessidade clínica ou estética, e não simplesmente pelo tempo de uso.

  1. A sensibilidade nos seios pode mudar, e cada organismo reage de uma forma

Um dos efeitos colaterais mais relatados após a colocação do silicone é a alteração da sensibilidade nos seios.

Algumas mulheres relatam aumento da sensibilidade, enquanto outras percebem uma leve perda de sensibilidade em áreas como a aréola ou parte inferior da mama.

Na maioria dos casos, essa alteração é temporária e tende a normalizar em poucos meses. Mas, em casos raros, a sensibilidade pode não voltar completamente. É por isso que o planejamento cirúrgico deve sempre levar em conta a anatomia da paciente e a melhor técnica para preservar as estruturas nervosas.

  1. O silicone pode ser combinado com outras cirurgias

Quer aproveitar o momento para fazer mais de uma transformação? Saiba que é comum associar a colocação de silicone com outros procedimentos, como lipoaspiração, abdominoplastia ou lifting de mamas.

A vantagem? Um único processo de recuperação e um resultado harmônico. Mas é importante conversar com seu cirurgião sobre as possibilidades e limitações de cada caso, garantindo sempre a segurança em primeiro lugar.

Colocar silicone é uma decisão importante — e conhecer essas curiosidades pode te ajudar a fazer uma escolha ainda mais consciente.

A cirurgia vai muito além da estética: envolve conhecimento, planejamento e confiança em um profissional experiente.

E aqui no consultório, priorizamos a escuta atenta, a individualização de cada caso e o acompanhamento completo antes, durante e depois da cirurgia.