A cirurgia plástica é uma das especialidades médicas que mais evoluiu ao longo da história. Se hoje os pacientes contam com variadas opções para melhoria da qualidade de vida e autoestima – em procedimentos como lipoaspiração, mamoplastia, rinoplastia, abdominoplastia e blefaroplastia –, os primeiros registros eram de operações bem mais rústicas. Confira a partir de agora um pouco dessa história.

As primeiras cirurgias plásticas

Os registros do que podemos considerar as cirurgias plásticas pioneiras remontam ao Egito e Índia antigos, quando eram feitos procedimentos rudimentares para reparação de danos faciais.

No século V a.C, Hipócrates descreveu procedimentos como enfaixamentos e cuidados com a estética de curativos, assim como soluções estéticas para tratamento de excesso de pele, calvície e sardas. No século I, em Roma, surgem descrições sobre transplantes de tecidos.

Ao longo da história da Medicina, houve longos períodos em que a prática de cirurgias perdeu espaço, principalmente pela influência de aspectos religiosos, freando o desenvolvimento de técnicas, mas, por volta de 1500, o italiano Gaspare Tagliacozzi foi um dos precursores da cirurgia moderna, ao desenvolver uma técnica de reconstrução nasal. 

Dando um salto no tempo, o termo cirurgia plástica passou a ser usado a partir de 1838, quando Edward Zeis citou-o em livro que se tornou referência. Em 1896, o médico alemão Jacques Joseph operou a “orelha de abano” de uma criança e, anos depois, relatou dezenas de casos de rinoplastia.

Cirurgias reconstrutivas na 1ª Guerra

Um marco importante na história é a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), em que cirurgiões desenvolveram novas técnicas para tratar ferimentos graves, restaurar a função de órgãos e salvar vidas de soldados.

O médico Harold Gillies foi um nome de destaque na adoção de procedimentos reconstrutivos, utilizando enxertos de pele retiradas de regiões saudáveis nas cirurgias. Ele inaugurou uma ala dedicada a lesões faciais para atender os feridos de guerra e, anos depois, o primeiro hospital especializado em ferimentos faciais.  

Popularização da cirurgia plástica no mundo

Na segunda metade do século 20, as cirurgias plásticas começaram a ser realizadas em maior quantidade. Na década de 1960, por exemplo, houve um boom de implantes mamários de silicone nos Estados Unidos, com a adaptação de uma técnica de próteses utilizadas para recompor pernas atingidas pela pólio, criada por cirurgiões japoneses.

A melhoria de técnicas, utilização de equipamentos modernos e a mudança cultural, com uma maior valorização da aparência e autoestima, tornou as cirurgias plásticas difundidas em todo o mundo. Na década de 1970, foi feita a primeira lipoaspiração, que logo caiu no gosto das mulheres de todo o planeta. 

No Brasil, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) foi fundada na década de 1940 para aprofundar as pesquisas sobre a especialidade, e aos poucos o país foi se tornando um dos primeiros do ranking dos que mais realizam procedimentos do tipo.

Para 2023, a SBCP estima mais de 2 milhões de procedimentos, com a lipoaspiração e prótese mamária liderando a preferência dos pacientes. Com o rápido avanço tecnológico, células-tronco, impressão 3D e robótica prometem revolucionar o setor nos próximos anos, com procedimentos mais simples, seguros e com melhores resultados.

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