Silicone X Amamentação

Muitas pacientes querem colocar silicone, mas ficam em dúvida se poderão amamentar. Então, no post de hoje, vou falar desse assunto que ainda gera muita polêmica.

Na maioria dos casos, a prótese não causa problema e nem impede a amamentação porque não costuma alterar a estrutura da mama, apenas o tamanho e o formato. Mas isso se a prótese for colocada pela base da mama ou pela axila. Se ela for colocada pelas aréolas, os ductos mamários (canais que levam o leite das glândulas até o mamilo) podem ser atingidos.

Um procedimento que precisa ser analisado com cuidado por quem tem vontade de amamentar é quando o silicone é associado à mastopexia (quando se retira o excesso de pele dos seios) ou à mamoplastia redutora (redução dos seios) porque eles alteram a estrutura da mama. Portanto, quanto maior a redução do seio ou a retirada de pele, maior a transformação e as chances da amamentação ser prejudicada.

Também é preciso ficar de olho no período entre a colocação da prótese e o aleitamento materno.

Reconstrução de Mama

Você já ouviu falar em reconstrução mamária? Ela nada mais é que uma cirurgia reparadora que pode ser realizada após a retirada da mama em decorrência do tratamento contra o câncer. Mas ela é, sem dúvida, uma bela oportunidade de recomeçar e de se sentir bem com o corpo, ajudando a recuperar a autoestima da paciente.

A reconstrução da mama pode ser feita durante a mesma cirurgia (retirada do tumor) ou após a recuperação da mastectomia. A decisão deve ser tomada em conjunto, mediante avaliação do cirurgião plástico e do oncologista. O importante é que a paciente esteja preparada emocionalmente.

Também existem diferentes técnicas. A escolha vai depender da forma, tamanho e localização da retirada do tecido. As principais são com implante de silicone, uso de expansor cutâneo e transferência de retalhos de pele. Por lei, desde 2013, a paciente tem o direito de realizar o procedimento por meio do SUS e planos de saúde.

Influência Digital Sobre a Estética

Em um mundo tão digital, em que as pessoas estão sempre acompanhando as tendências e novidades dos chamados “influencers”, é inevitável que muita gente se inspire na vida e na estética das atrizes, cantoras, youtubers, etc.

Mas é preciso ter cuidado quando a perfeição vira obsessão e as celebridades acabam exagerando ou até colocando a saúde em risco durante os procedimentos. O que acaba também influenciando muita gente.

Mesmo que a vida (e principalmente a estética) divulgada nas redes sociais pareça perfeita, é importante estar atenta, pois nem tudo o que vemos é real ou faz bem para a saúde.

Por isso, antes de se submeter a qualquer técnica, procure um profissional de confiança para ter certeza de que o procedimento escolhido seja seguro, vantajoso e, principalmente, feito com responsabilidade.

Convênio cobre Cirurgia Plástica

Os procedimentos mais comuns são a lipoaspiração, o implante de silicone nos seios, a cirurgia de pálpebra (blefaroplastia) e a de abdome (abdominoplastia).

Mas será que os planos de saúde cobrem cirurgia plástica? Você já deve ter se perguntado isso.

Em que situação é possível aproveitar os benefícios do convênio? Essas dúvidas chegam diariamente ao meu consultório e às minhas redes sociais. Então, vamos lá:

Planos de saúde não são obrigados a cobrir cirurgia plástica, mas também não são proibidos. Porém, a primeira opção é a mais comum. A ANS (Agência Nacional de Saúde) não reconhece a obrigatoriedade de realização de procedimentos estéticos, a não ser quando a cirurgia plástica está relacionada a alguma questão de saúde. E isso é lei: a 9.656/98 lista alguns casos específicos.

Um deles é quando a cirurgia plástica é para a retirada do excesso de pele da região da barriga para os pacientes que fizeram a redução do estômago. Como esse excesso compromete a saúde, ele tem direito ao procedimento de retirada de pele da barriga sem qualquer ônus. Outra plástica incluída na cobertura obrigatória é a de reconstrução da mama para mulheres que fizeram mastectomia, com diagnóstico de câncer de mama, lesões traumáticas e tumores em geral. Neste caso, também está relacionada a uma questão de saúde física e emocional.

Portanto, quando a cirurgia plástica tem finalidade estética, o beneficiário conseguirá apenas cobertura para os exames pré-operatórios e a consulta. O restante, como gastos hospitalares e equipe médica, não são contemplados pelos planos.

Lipoaspiração emagrece

Do total de cirurgias plásticas realizadas no Brasil, a lipoaspiração está no topo da lista dos procedimentos estéticos e eletivos (aqueles que são agendados, descartando a necessidade de urgência), considerada a ‘queridinha’ dos pacientes, segundo levantamento da SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica).

No post de hoje vamos desmistificar algumas lendas e tirar as dúvidas. Confira:

✅ A lipoaspiração não é um método de emagrecimento e nem garante a estabilidade do peso após a cirurgia. Ela é indicada para a modelagem do corpo com remoção de gordura localizada. O CFM (Conselho Federal de Medicina) e a SBCP estipularam o limite de 5% a 7% o volume máximo a ser aspirado. Tudo isso para garantir a saúde dos pacientes;

✅ A lipoaspiração é um procedimento delicado feito em hospital e jamais em consultório;

✅ Os resultados da cirurgia devem ser mantidos com hábitos saudáveis: alimentação saudável e atividades físicas auxiliam para que o corpo não volte a acumular gorduras localizadas.

Emagrecer ou Engordar depois da Cirurgia

Aquela foto do antes de depois de uma cirurgia plástica eleva qualquer autoestima, mas é um ledo engano imaginar que após o procedimento não seja possível reganhar o peso. E não há ou houve nada errado com a cirurgia, o problema é a rotina alimentar, a falta de exercícios físicos e falta de foco do paciente. Se isso acontecer, o sucesso da cirurgia começa a ser perdido.

Por exemplo, perder peso após uma mastopexia (lifting de mamas) pode levar à flacidez e fazer com que as mamas fiquem caídas novamente. Já no caso de pessoas que engordam, pode haver o alargamento de cicatrizes, deixando-as mais evidentes e com menor qualidade.

Definitivamente, emagrecer ou engordar depois da cirurgia plástica não é uma boa ideia. Porém, recuperar cerca de 5% a 10% do excesso de peso perdido após 24 meses do procedimento, de forma lenta e sem repercussão clínica, é considerado normal e não precisa de tratamento.

O importante é incluir hábitos saudáveis na rotina diária e se cuidar!

Estar acima do peso diminui a qualidade dos resultados

Muitas pessoas optam em fazer a cirurgia plástica para eliminar a gordura ou excesso de pele, e, teoricamente, elas deveriam ir para a mesa de cirurgia tal como estão, certo? Errado! É plenamente recomendável eliminar alguns quilinhos antes de passar pelo procedimento. Um dos motivos é a diminuição da qualidade do resultado.

O mais indicado é que o paciente esteja dentro da sua faixa ideal de peso ou o mais próximo possível dela. Além disso, quando emagrecemos por completo, as formas ficam mais harmoniosas e bonitas, garantindo um resultado mais satisfatório e visível.

Quer um exemplo? A cirurgia de Lipoaspiração não terá o resultado esperado numa pessoa acima do peso, pois o máximo de gordura aspirada não pode passar de 5% do peso corporal.

Portanto, procure um cirurgião de confiança que possa orientar e tirar todas as dúvidas.
No próximo e último post da série “Por que é necessário ter um peso saudável antes da cirurgia” vamos falar sobre os danos de engordar e emagrecer após a plástica.

A obesidade pode trazer riscos ao paciente

Hoje, vamos iniciar uma série de três posts sobre uma dúvida muito frequente dos pacientes que me procuram no consultório: o peso ideal para fazer cirurgia plástica.
A verdade é que não existe uma regra exata sobre o número que aparece na balança, mas é importante ter um peso saudável para que o procedimento seja seguro e tenha sucesso.
Como já sabemos, o sobrepeso e a obesidade são fatores de risco para o desenvolvimento de diversas doenças da mesma forma que estar acima do peso aumenta o risco de complicações durante uma cirurgia plástica, podendo elevar as chances de problemas cardíacos, sangramentos e trombose, entre outros.
Saúde e beleza devem caminhar juntas. Por isso, cuide-se. Alimente-se de maneira saudável, faça atividades físicas e exames periódicos.
No próximo post vamos falar se estar acima do peso pode diminuir a qualidade do resultado da cirurgia plástica. Não perca!

Implante Panturrilha

Sim, existe cirurgia plástica para a panturrilha. Geralmente, os implantes melhoram os contornos ou acentuam o volume muscular. Em alguns casos, o corpo com o qual você nasceu pode ou não ter a musculatura desejada e pode ser difícil melhorar apenas com exercícios. E também há casos decorrentes de acidentes ou de determinadas condições de saúde que podem deixar o tamanho das suas panturrilhas desigual.

Os casos mais frequentes para implante de panturrilha são:
1) Panturrilhas mal desenvolvidas;
2) Panturrilhas assimétricas;
3) Uma ou ambas panturrilhas tiveram a musculatura reduzida devido à condição de saúde.

Procure um cirurgião. Ele vai ajudar a escolher o estilo de implante necessário para chegar ao melhor resultado.

Sempre quis fazer Cirurgia Plástica, mas não sabe qual?

Você sabia que o Brasil é o segundo país que mais realiza cirurgias plásticas no mundo, perdendo apenas para os EUA?

Diariamente, milhares de homens e mulheres recorrem à prática em busca de um corpo mais bonito e até mesmo para aumentar a autoestima.
Porém, recebo inúmeros pacientes com dúvidas sobre qual procedimento devem fazer. Isso é comum e natural.

Primeiramente, o importante é o cirurgião plástico se preocupar com o estado físico de cada um, como se há presença de comorbidades sobre hipertensão, diabetes, problemas cardíacos, etc. A segurança do paciente é a prioridade. Depois, pode indicar o melhor procedimento quanto à necessidade e desejo de cada pessoa.

Por isso, a importância de escolher um profissional capacitado e de confiança!